22/10/2024

Postado por Senac Goiás

crédito: Expo Fecomércio

"Inteligência artificial - uma das últimas invenções só do homem"

As próximas serão co-criações entre IA x homem, analisa o professor Celso Camilo (CEIA/UFG). Ferramentas de segurança, valor dos dados e importância da IA para o comércio, serviço e turismo foram temas da 2ª. Expo Fecomércio


A programação na tarde de sexta-feira, 18/10, durante a 2ª. edição da Expo Fecomércio, no espaço Arena Missão Digital Senac Infinite, destacou o tema ‘Inteligência artificial para a tecnologia da informação’. O palco recebeu grandes profissionais que falaram de pontos essenciais para o sucesso das empresas do comércio, serviços (do campo e da cidade) e turismo. O público conferiu apresentações dos palestrantes Douglas Cristovão, especialista de segurança da empresa Check Point; Marlon Menezes, engenheiro de sistemas da empresa Nutanix; e o professor Celso Camilo, co-fundador do Centro de Excelência de Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). A 2ª. Expo Fecomércio, a 17ª. Feira do Imóvel e a Feira do Empreendedor aconteceram entre os dias 17 a 20/10, no Centro de Convenções de Goiânia, numa realização do Sistema Fecomércio, Sesc, Senac Goiás, em parceria com o Sebrae, Secovi, Ademi e Sinduscon Goiás.

A inteligência artificial com excelência’ foi o tema exposto pelo professor Celso Camilo (CEIA/UFG), reconhecido como o maior centro nessa especialidade do país e da América Latina, atuando com mais de 500 especialistas, desenvolvendo mais de 60 projetos e atendendo cerca de 40 empresas, atualmente. O centro é acessível a todos e o seu foco é a transferência de tecnologia para a sociedade. Professor Celso destaca que a tecnologia está sempre a serviço da evolução humana. As ferramentas nos proporcionam processos melhores, mais baratos e mais rápidos. “Toda ferramenta que a gente cria enquanto homo sapiens é para catapultar a nossa qualidade de vida. A inteligência artificial (IA) vem nessa esteira como ferramenta para melhorar o nosso dia a dia. A tendência é de crescimento e evolução com a IA. Nosso objetivo agora é controlar e regular estas partes”, destacou professor Celso.

O cenário é de que o surgimento de novos produtos e serviços será em parceria entre o homem e a IA, analisa professor Celso. “Passamos pelas várias revoluções, como a industrial até os dias atuais com o uso da inteligência artificial. Vivemos numa curva ascendente da tecnologia e em constantes mudanças. O efeito social que a tecnologia provoca nas pessoas é parte da nossa evolução. Entramos no ciclo em que, provavelmente, a IA foi uma das últimas invenções criada só por humanos. A partir de então, pela capacidade que a IA já tem, o humano vai co-criar com essa ferramenta, gerar soluções ainda mais rápidas e melhores, contribuir com invenções de novos produtos e serviços, desde medicação até a criação de novas teorias”.

A exposição do professor Celso e a importância da IA estão referenciadas por vários fatos, mas sobretudo, pela entrega dos prêmios Nobel de Física e o Nobel de Química deste ano. Dia 9/10, a Academia Real das Ciências da Suécia entregou o Prêmio Nobel 2024 em Química para David Baker (Universidade de Washington), John M. Jumper (Google DeepMind United Kingdom), ambos estadunidenses, e Demis Hassabis (Google DeepMind United Kingdom), britânico. Eles decodificaram particularidades das proteínas, que são fundamentais para células humanas, por meio da IA e da computação. No dia anterior (8/10), os cientistas John Hopfield e Geoffrey Hinton foram os vencedores do Nobel de Física por terem realizado pesquisas sobre o aprendizado de máquinas e redes neurais artificiais, com estudos fundamentais para o desenvolvimento da IA.

Professor Celso avalia ainda que, “o futuro do trabalho será configurado com o deslocamento da mão-de-obra para novas vagas, novos empregos. Com tal deslocamento, as pessoas vão precisar de capacitação. Então teremos um problema social em que o modelo econômico vai ter que resolver. Mas, o fato é que novas profissões vão ser inventadas, novas empresas vão ser construídas e pessoas vão se recolocar nessas posições para resolver esse tipo de problema. E, enquanto indivíduos, nós vamos ter que melhorar um pouco o que nós entendemos como ser humano. Teremos janelas de oportunidades daqui para frente, a partir do momento em que deixarmos as tarefas repetitivas para os robôs, teremos um reposicionamento do ser humano”, completa Celso Camilo.

IA x segurança

Douglas Cristovão expôs sobre ‘Inteligência artificial em alta performance’, detalhando como agregar a IA com segurança e proteção aos clientes das empresas. Ele lembrou que foi aluno do Senac em 2009 e, agora, como especialista de segurança da Check Point, teve a oportunidade de mostrar aos participantes o quanto a segurança é fundamental no uso da IA.

Check Point é uma empresa de segurança cibernética e parceira do Senac e o especialista Douglas Cristovão apresentou serviços que a companhia oferece aos seus clientes. “Criamos ferramentas que dão segurança às empresas e atuamos com três soluções para tal implantação – solução compreensiva, solução colaborativa e a solução consolidada. Isto porque, quando o hacker ataca uma determinada vítima, ele vai tentar uma vulnerabilidade. E por isso mesmo, na plataforma Check Point existem pontos para identificar um padrão de ataque do intruso”, informa Douglas Cristovão.

“Temos presenciado ataques em larga escala. Em 2023 foram catalogados mais de cinco mil ataques em larga escala, como por exemplo, em hospitais, órgãos públicos e empresas privadas. Assim sendo, analisamos que quem dispara os ataques usa uma plataforma, com toda estrutura para atingir pontos fracos das redes das vítimas. A empresa que compra nossos serviços estará prevenindo situações penosas ao negócio e, portanto, reconhece que esta é uma estratégia acertada para amenizar problemas na gestão de riscos”, garante o especialista. A Check Point nasceu em 1993 e, somente em 2023, mais de três milhões de ataques foram prevenidos com uso das soluções de ciber segurança fornecidas aos seus clientes.

Como construir sua própria plataforma GPT’ foi o tema da palestra do engenheiro de sistemas da empresa Nutanix, Marlon Menezes, que está há 20 anos atuando com tecnologia da informação. A inteligência artificial veio para resolver problemas baseados em algoritmos treinados para resolver um problema. Os dados são de extremo valor para as empresas, que devem organizá-los de forma estratégica e com propósito, pois para usar IA é preciso ter dados. O governo federal lançou o plano nacional de IA, como o intuito de dar direcionamento aos usuários.

De acordo com o engenheiro, o uso da IA apresenta crescimento exponencial, sendo que, “em 2023, 70% das empresas apenas exploraram a IA. Enquanto que, em 2024, 35% das empresas estão explorando a IA e cerca de 60% das empresas passaram a utilizar a IA em seus serviços”. Marlon faz alertas para quem for usar a IA. “Os usuários devem evitar alguns erros como, usar a mesma fórmula para todos os problemas; usar sem propósito; e antes de atuar com a inteligência artificial, a empresa tem que analisar se tem plataforma, infraestrutura, pessoas e recursos tecnológicos necessários para implantar a inteligência artificial”, destaca o engenheiro.

Dentre os serviços ofertados pela Nutanix para implantar a IA, Marlon Menezes relacionou alguns como, a pilha completa de IA (implante de um conjunto selecionado de LLMs*, usando as principais estruturas de IA de código aberto); entrega o pacote em qualquer lugar (da borda de pequena escala à nuvem privada de grande escala); serviços de dados integrados (ajuste e execute GPTs enquanto mantém o controle de dados e aplicativos).

*LLMs são grandes modelos de linguagem de IA que entendem e geram linguagem natural e outros tipos de conteúdo. Por exemplo, o chat GPT.


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